Quando escuto mães e pais conversando sobre criar filhos pequenos, quase sempre aparece uma dúvida clássica: oferecer ou não a chupeta? No Mil Dicas de Mãe, recebo muitos relatos e perguntas sobre o tema, o que mostra como esse acessório gera insegurança. Afinal, existem mitos, opiniões divergentes e experiências tão diferentes em cada família. Por isso, quero dividir aqui uma análise clara e sensível sobre os principais benefícios, riscos e cuidados que envolvem o uso da chupeta.
Por que a chupeta faz parte da rotina de tantos bebês?
Em minha experiência, a chupeta se tornou popular graças ao seu poder de acalmar o bebê rapidamente. O reflexo de sucção é algo natural já nos recém-nascidos, e muitos pequenos sentem grande conforto ao sugar, seja o peito, o dedo, uma manta ou a própria chupeta.
Esse apego nem sempre é negativo. Tenho visto exemplos de famílias em que, com acompanhamento e bom senso, a chupeta ajudou a construir rotinas de sono e momentos de tranquilidade em situações específicas, como consultas médicas ou viagens de carro.
Sucção acalma, mas exige atenção.
Os prós de usar a chupeta
Algumas vantagens costumam ser citadas por profissionais e pelos próprios pais. Entre elas:
- Ajuda a acalmar o bebê em momentos de estresse, dor, vacinação ou quando está inquieto.
- Facilita a indução do sono, servindo como um objeto de transição para alguns pequenos.
- Pode diminuir o risco de morte súbita do lactente (SMSL), segundo alguns estudos internacionais, embora a relação ainda não seja completamente definida.
- É facilmente removida, diferente do hábito de chupar o dedo, que pode se prolongar por mais tempo.
Aqui no Mil Dicas de Mãe, mães relatam que a chupeta funcionou como apoio importante em situações pontuais, por exemplo, na troca da rotina de casa, na entrada na escolinha ou durante crises de choro intenso. Em muitos casos, permite um respiro para mães que estão exaustas, o que também é relevante para o bem-estar familiar.
Quando surgem os contras?
Apesar das vantagens, preciso alertar para vários pontos levantados por especialistas. O uso da chupeta pode trazer consequências para a amamentação, para a fala, higiene bucal e até mesmo para o alinhamento dos dentes.

A primeira preocupação aparece já nos primeiros meses. Especialistas em fonoaudiologia alertam para a chamada “confusão de bicos”. Nessa situação, a sucção da chupeta pode prejudicar a pega correta no peito, dificultando o aleitamento e aumentando o risco de desmame precoce. Nessa mesma linha, pediatras da Sociedade Brasileira de Pediatria ressaltam aumento de gases, cólicas, infecções, contaminação e impacto negativo na fala.
Além disso, há riscos específicos que aparecem com o uso prolongado:
- Alterações na arcada dentária, como mordida aberta e desalinhamento dos dentes (maloclusões).
- Dificuldade no desenvolvimento correto da musculatura orofacial, prejudicando produção de fonemas e o posicionamento da língua.
- Aumento do risco de infecções bucais devido à contaminação da chupeta com germes do ambiente.
- Associação com maior risco de obesidade infantil, de acordo com dados municipais recentes.
Por isso, o Mil Dicas de Mãe recomenda atenção à rotina e acompanhamento com pediatra e fonoaudiólogo. A decisão de usar ou não a chupeta é individual, mas quanto mais informação, menos culpa e mais segurança para os pais.
Cuidados com o uso da chupeta
Tenho algumas orientações que costumo passar, e pratico por aqui, para um uso mais seguro da chupeta:
- Ofereça a chupeta somente após o aleitamento estar bem estabelecido (normalmente após 30 dias de vida).
- Prefira modelos ortodônticos e de uma única peça, que apresentam menor risco de acidentes.
- Nunca mergulhe a chupeta em açúcar, mel ou outras substâncias.
- Faça a higienização frequentemente conforme recomendação do fabricante e do pediatra.
- Verifique sempre se a chupeta está íntegra, sem rachaduras ou partes soltas.
- Não force a chupeta na boca da criança adormecida.
Muitas famílias têm a dúvida sobre a melhor forma de escolher o modelo mais indicado. No Mil Dicas de Mãe, existe um guia detalhado sobre formatos, materiais e tamanhos de chupeta para ajudar os pais nessa escolha.
Quando e como tirar a chupeta?
A retirada da chupeta é outro desafio. Já vi pais que conseguiram esse processo de uma forma tranquila, e outros que passaram por períodos de choro intenso e noites mal dormidas. O ideal, segundo especialistas, é iniciar o desmame por volta de 2-3 anos, para evitar consequências odontológicas e na fala.

Algumas dicas práticas ajudam na transição:
- Converse com a criança e explique de forma calma sobre a retirada.
- Ofereça outros métodos de conforto, como objetos de transição ou carinho físico.
- Evite brigar ou castigar por causa da chupeta.
- Reduza aos poucos o uso antes de eliminar totalmente.
Para quem precisa de orientação extra, recomendo consultar os conteúdos do Mil Dicas de Mãe sobre como tirar a chupeta e fazer o bebê largar a chupeta com leveza. O importante é agir com respeito e paciência.
Cuidados de higiene e segurança
Nunca é demais reforçar: a limpeza é fundamental para prevenir infecções e contaminações. O hábito de “limpar” a chupeta na boca do adulto, por exemplo, é perigoso, pois aumenta o risco de transmissão de germes, como já destaquei em outras publicações do Mil Dicas de Mãe. Sobre esse assunto, você pode se aprofundar no artigo colocar a chupeta do filho na boca pode?.
- Lave a chupeta diariamente com água corrente e sabão neutro.
- Esterilize a chupeta frequentemente, segundo as orientações do fabricante.
- Tenha sempre uma chupeta reserva limpa, caso uma caia ou estrague em passeios e viagens.
Conclusão
No fim das contas, acredito, e aprendi com outras mães e profissionais, que a decisão de usar ou não a chupeta depende de contexto, rotina, informações e preferência familiar. Não é uma escolha fechada, mas um caminho coletivo entre pais, bebês e profissionais da saúde.
Diálogo, carinho e informação são aliados de qualquer família.
Se você quer mais orientação sobre parentalidade, sono, alimentação ou desafios do dia a dia com filhos pequenos, convido a visitar o Mil Dicas de Mãe. Aqui, sempre valorizo experiências reais e informações claras para tornar a maternidade mais leve e acolhedora. Aproveite para conhecer nossos artigos, dicas e serviços – é um prazer caminhar junto nessa fase tão única!
Perguntas frequentes sobre chupeta
O que é chupeta e para que serve?
Chupeta é um acessório de silicone ou látex criado para ser sugado pelo bebê, imitando a sensação de conforto do peito materno. Ela serve principalmente para acalmar, ajudar no sono ou aliviar a angústia em situações de desconforto.
Quais os prós de usar chupeta?
Entre as vantagens mais citadas estão: facilitar o sono, acalmar o bebê em situações estressantes, servir como objeto de transição e até diminuir o risco de morte súbita, segundo algumas pesquisas. Também pode ser removida mais facilmente do que o hábito de chupar o dedo.
Quais os contras de dar chupeta?
O uso da chupeta pode causar problemas como: confusão de bicos, desmame precoce, alterações na arcada dentária, risco de infecções orais e prejuízo no desenvolvimento da fala. Esses riscos aumentam principalmente com uso precoce e prolongado.
Com quantos meses devo oferecer chupeta?
O uso da chupeta só é recomendado após o aleitamento estar bem estabelecido, geralmente depois de 30 dias. Assim, diminui-se o risco de atrapalhar a amamentação inicial.
Como higienizar a chupeta corretamente?
Lave a chupeta com água e sabão neutro diariamente. É fundamental ferver ou esterilizar periodicamente, conforme recomendação do fabricante. Não compartilhe chupetas entre crianças e nunca limpe na boca de um adulto.





