Pular para o conteúdo

Dá para tomar pílula durante a amamentação?

Uma dúvida muito comum das leitoras do Mil Dicas de Mãe é a seguinte: “dá para engravidar, durante a fase de amamentação?”. Esse questionamento ocorre porque, no período em que se amamenta o bebê (principalmente se for de forma exclusiva, sem o uso de leite artificial), normalmente a menstruação fica interrompida, e teoricamente a evolução também. Mas sabia que é possível ovular, mesmo diante dessa situação? E que o risco aumenta, se seu filho toma complemento?

Por isso, quando a vida sexual é retomada no pós-parto, o ideal é que os parceiros (caso não queiram ainda engravidar novamente) façam uso de métodos contraceptivos. E, para quem não sabe, é possível, sim, fazer uso de pílulas anticoncepcionais específicas, que não interferem na amamentação e na produção de leite materno.

Confira a seguir mais sobre pílulas e outros métodos contraceptivos liberados para essa etapa (e que não prejudicam você e muito menos o bebê):

Imagem: 123RF
Imagem: 123RF

Amamentar e tomar pílula pode?

Pode, sim. Mas não é qualquer pílula que pode ser ingerida pela mulher enquanto ela estiver amamentando. As versões mais indicadas nessa fase são as de progesterona. A diferença é que essas pílulas contêm apenas um hormônio (o progestagênio, em versão sintética) e, pelo fato de não serem combinadas a outros hormônios (como com o estrogênio, fórmula mais comum de pílulas), a qualidade e a quantidade do leite materno não são alteradas (porque o estrogênio inibe a produção de leite). E a eficácia na contracepção é a mesma de pílulas combinadas.

Uma consulta com o ginecologista é importante para avaliar quando começar a tomar e com que frequência. E ainda vale destacar que, como qualquer pílula, a ingestão pode contar com efeitos colaterais, como diminuição da libido.

 

Pílula do dia seguinte também pode?

Pode, mas assim como a pílula de uso contínuo, a do dia seguinte para a mulher que amamenta deve ser a que contém apenas progesterona, para não interferir na produção de leite. Mas vale destacar que a pílula do dia seguinte deve ser usada exclusivamente em casos de emergência, porque os efeitos colaterais são bem mais intensos, como enjoo forte e dor nos seios (ou seja, a ingestão dessa pílula pode acabar incomodando bastante na hora de amamentar). A eficiência dela como método contraceptivo também é menor em relação aos outros, portanto o ideal é evitar uma nova gravidez de outras maneiras.

 

Outros métodos contraceptivos que podem ser usados

Além da pílula, a contracepção pode ser feita de outras maneiras (até mais seguras para quem estiver amamentando). O uso de camisinha, por exemplo, não possui efeitos colaterais e não interfere na amamentação.

Mais uma vantagem da camisinha é que ela protege de doenças sexualmente transmissíveis (e essas, sim, trarão consequências negativas para você e o bebê). Vale destacar ainda que existem no mercado versões masculina e feminina do produto. O modelo para as mulheres é mais difícil de ser encontrado e um pouco mais caro, mas pode valer a experiência.

DIU e injeção de progesterona são outras opções. Nos dois casos a composição não conta com estrogênio, portanto a produção do leite não é afetada (mas a recomendação formal é para que você inicie o uso apenas algumas semanas após o parto, quando a produção de leite pelas mamas já está estabilizada). Para avaliar se você pode fazer uso desses métodos, o ideal é conversar com o ginecologista.

Também existem as alternativas definitivas de contracepção, como vasectomia e laqueadura. Essas são cirurgias com efeitos permanentes (ou seja, não dá mais para engravidar depois). A reversão desses procedimentos até é possível, mas é complicada e cara. Portanto, se ainda houver dúvida se vocês desejam outro filho no futuro, outros métodos contraceptivos são mais indicados.

Gostou deste artigo?

Explore mais conteúdos como este navegando por nossas categorias ou acompanhe os posts de Equipe.